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Ainda que com índices bastante inferiores aos das populações dos países que lideram o mercado de compras pela internet, o consumidor brasileiro vem cada vez mais sendo seduzido pelas vantagens do e-commerce. Só no primeiro semestre deste ano, as vendas pela internet alcançaram um faturamento de R$ 19,6 bilhões ━ um crescimento 5,2% comparado com o mesmo período de 2015.

Sem dúvida, a razão maior para essa mudança de comportamento está na comodidade de comparar produtos, preços e efetivar a compra. Porém, na mesma proporção que o brasileiro adere à plataforma, cresce a quantidade de consumidores que, buscando a vantagem do melhor preço ━ algumas vezes muito abaixo do mercado ━ deixam em segundo plano as questões de segurança da compra e acabam caindo em uma ou mais modalidades de golpes virtuais. Os mais comuns são de sites que roubam e utilizam as informações pessoais e financeiras dos clientes em outras transações, e de clientes que fazem a compra, realizam o pagamento, mas não recebem a mercadoria porque a loja simplesmente desaparece.

Infelizmente não existe nenhuma garantia 100% efetiva de comprar sem riscos, mas há atitudes que ajudam a diminuir as chances de cair em um golpe:

➤ Nenhuma loja ou comerciante virtual quer perder dinheiro fazendo negócio. Portanto, se você encontrou o tão desejado produto por um preço muito abaixo das demais lojas que o comercializam, pode ser um site não idôneo ou o produto de procedência duvidosa. Lembre-se de que a compra de produtos roubados, desviados, contrabandeados ou falsificados também é considerada crime. Na dúvida, não compre.

➤ Caso a oferta tenha chegado por e-mail, mesmo que potencialmente de uma loja conhecida, ao invés de clicar no link para ser redirecionado, prefira digitar o endereço da loja direto no navegador e buscar o produto. A medida evita que você seja redirecionado pelo e-mail para um site falso que reproduz o layout do site original justamente para enganá-lo.

➤ Se sua intenção é comprar um produto de uma loja não conhecida, é recomendável, antes, fazer uma pesquisa sobre a sua reputação e, principalmente, sobre o seu tempo de existência. O Reclame Aqui é um dos sites mais utilizados pelos consumidores para esse tipo de consulta, mas se a empresa não está lá, não significa que ela seja confiável. Isso porque há muitas lojas virtuais “relâmpago”, que são colocadas no ar oferecendo produtos com grandes descontos, atraem os clientes para a compra, recebem o pagamento e de repente saem do ar. E como reclamar de uma empresa se ela não existe mais? Por isso, o correto é pesquisar previamente o CNPJ e a razão social do fornecedor no site da Receita Federal para saber se a situação da empresa é ativa e qual foi a data do cadastramento. Você pode, ainda, confirmar a existência da empresa fazendo uma pesquisa da razão social no site da Junta Comercial do seu estado, ou ainda consultar a data de criação do site no registro.br. O Procon também mantém uma lista atualizada com todos os sites não recomendados por práticas que violam os direitos do consumidor.

➤ A principal preocupação de quem compra pela internet é fornecer as informações do cartão de crédito. Os sites idôneos costumam ter dispositivos de criptografia para proteger os dados de seus clientes. Uma forma de verificar se uma página é segura é confirmar a existência do cadeado no rodapé ou junto ao endereço do site e clicar duas vezes sobre ele para exibir as informações sobre a sua autenticidade. Sites falsos costumam usar certificados inválidos que possibilitam a captura das informações digitadas. Importante ressaltar que a criptografia, que reconhece o site como seguro, não diz respeito à sua idoneidade, mas ao tráfego seguro das informações entre o navegador do cliente e o servidor da loja.

➤ Como forma de pagamento, a orientação é utilizar o cartão de crédito. Caso o produto não seja recebido, é possível cancelar a compra através da abertura de uma disputa junto ao emissor do cartão. Algumas lojas oferecem desconto para pagamentos efetuados por boleto bancário, mas o consumidor só deve adotar essa modalidade se tiver absoluta confiança no site, para não correr o risco de perder o dinheiro, não ter o produto entregue e não ter a quem reclamar, exceto à polícia.

➤ Antes de finalizar a compra, fique atento para o prazo de entrega. A compra é mais segura quando o prazo estipulado pelo vendedor for de até dez dias. Quando o prazo informado é muito longo, possivelmente o vendedor não tem o produto em seus estoques e vai tentar buscá-lo com outro fornecedor, ou mesmo importá-lo, mas poderá não encontrar. Alguns sites informam, no momento da compra, se possuem o produto para envio imediato. Outros vendem diretamente produtos importados, a ótimos preços, porém sem considerar que há imposto de importação na ordem de 60% sobre o valor da mercadoria e frete.

➤ Ao finalizar a compra, anote o número do pedido e veja se é possível rastrear o trânsito do produto até a entrega, principalmente em caso de atraso no recebimento. Salve também informações como e-mail e telefone da loja e, diante de qualquer problema, entre em contato com o vendedor o mais breve possível se ele ainda estiver por lá.

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