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Foi-se o tempo em que “estar nas nuvens” era sinônimo de estar desatento, fora da realidade. A tecnologia deu à expressão novo significado com o advento do cloud computing.

O conceito é o da disponibilização de recursos de computação sob demanda, em forma de serviços, a partir de centros de processamentos de dados — os chamados Data Centers — distribuídos pelo mundo e conectados em rede web.

Na nuvem, as aplicações, servidores, espaço em disco e diversos outros serviços computacionais ficam disponíveis na Internet. Diferente do modelo tradicional, não é necessário o pagamento antecipado, adivinhações no planejamento de capacidade ou aguardar pela entrega e montagem de equipamentos. Você contrata o que vai usar pelo tempo e capacidade imediata que precisar.

Sobre nossas cabeças

Uma vez em nuvem, tudo o que antes era guardado e processado em equipamentos locais passa a ser armazenado, projetado, executado e pode ser acessado a qualquer momento e de qualquer lugar do mundo a partir de um dispositivo com acesso à internet, inclusive aparelhos móveis. Da mesma forma, a conexão em rede entre os Data Centers  possibilita que as aplicações estejam alocadas em qualquer lugar do globo — por isso a denominação “computação em nuvem”.

Elasticidade da estrutura

Tudo pode ser alocado dessa capacidade computacional ilimitada: recursos de armazenamento, banco de dados, sistemas, sites e servidores de aplicações, que ganham a mobilidade de dimensionamento de capacidade e tempo de uso conforme a necessidade do usuário. Isso significa que ele pode expandir ou reduzir o quanto quiser sua estrutura de TI na nuvem em minutos e com apenas alguns cliques, pagando ao provedor do serviço exatamente pelo que foi utilizado, no modelo conhecido como pay-per-use.  

10,4 Zettabytes trafegados em 2019

Contas de e-mail oferecidas gratuitamente e perfis de redes sociais estão na nuvem. E foi para suportar suas estruturas de sites e serviços que gigantes de TI como Amazon, Google, IBM e Microsoft investiram para fazer do cloud computing o que é atualmente e como se estima que será nos próximos anos.

A quinta edição do Índice Anual Global de Cloud da Cisco 2014-2019 prevê que o tráfego global na nuvem irá quadruplicar até o final de 2019, passando de 2,1 para 8,6 Zettabytes (ZB) — correspondendo a 83% dos 10,4 ZB de tráfego total de Data Center estimado para o ano. Para que se tenha uma ideia, em perspectiva, 10,4 ZB equivale a:

  • 144 trilhões de horas de streaming de música (equivalente a 26 meses de streaming contínuo de música para toda a população mundial em 2019*)
  • 26 trilhões de horas em reuniões corporativas via Internet com webcam (equivalente a 21 horas de webconferências realizadas diariamente por toda a força de trabalho do mundo em 2019)
  • 6,8 trilhões de filmes de alta definição (HD) assistidos online (equivalente a streamings diários de 2,4 horas de filmes em HD para toda a população mundial em 2019)

*A projeção da população mundial em 2019 é de 7,6 bilhões de pessoas (ONU).

Um pouco de história

A menção precursora do conceito de computação em nuvem é atribuída a John McCarthy — criador do termo inteligência artificial. Em 1961, ele falou sobre a ideia de computação por tempo compartilhado, que permitiria que um computador fosse utilizado simultaneamente por dois ou mais usuários  com objetivo de aproveitar o tempo entre cada processo. Naquela época, ele já vislumbrava que a computação como um serviço público poderia ser a base de uma nova e importante indústria.

Outro importante nome é o de Joseph Carl Robnett Licklide, um dos desenvolvedores do ARPANET, o antecessor da internet. Também no início da década de 60, ele já imaginava uma “rede de computadores intergaláctica” na qual todos estariam conectados acessando programas e dados de qualquer lugar.

O termo cloud computing só veio a ser mencionado pela primeira vez em 1997, pelo professor de sistemas da informação Ramnath Chellappa, mas somente mais de uma década depois, em 2008, é que realmente a utilização da nuvem começou a ser oferecida comercialmente.

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